Plantas Que Curam

Zanga Tempo: Benefícios e Usos no Cuidado Capilar

O Zanga Tempo (Anthurium lanceolatum) é uma planta medicinal usada no cuidado capilar para tratar caspa, seborreia e queda de cabelo. Saiba mais!

O Zanga Tempo, uma planta da família Araceae, é amplamente conhecido por sua beleza ornamental e por suas propriedades medicinais. Popularmente chamado de antúrio, ele se destaca por sua estrutura floral peculiar, onde uma folha modificada exibe uma coloração vibrante para atrair polinizadores. Além de ser cultivado em jardins e vasos devido à sua estética exuberante, o Zanga Tempo também é utilizado na formulação de shampoos e loções naturais para tratar problemas capilares, como caspa, seborreia e queda de cabelo.

Neste artigo, exploraremos suas características botânicas, propriedades terapêuticas, formas de uso e cuidados necessários para garantir um aproveitamento seguro e eficaz.

Características e Origem do Zanga Tempo

O Zanga Tempo pertence ao gênero Anthurium, um grupo de plantas tropicais nativas da América Central e do Sul. Adaptado ao clima quente e úmido, ele é frequentemente encontrado em matas tropicais sombreadas, crescendo sob a copa das árvores.

Estrutura e Identificação

Visualmente, o Zanga Tempo se destaca por uma estrutura cordiforme (em formato de coração), geralmente vermelha, que muitos confundem com uma flor. No entanto, essa estrutura é, na verdade, uma folha modificada chamada de bráctea, cuja função é atrair insetos polinizadores. As verdadeiras flores são pequenas e amarelas, distribuídas ao longo da espiga central da inflorescência.

A planta tem um porte compacto, raramente ultrapassando um metro de altura, e pode ser encontrada em diferentes colorações, incluindo vermelho, rosa, branco e até verde. Essa diversidade de cores, aliada à sua resistência e baixa exigência de manutenção, faz com que o Zanga Tempo seja amplamente utilizado no paisagismo e na decoração de interiores.

Cultivo e Plantio

O cultivo do Zanga Tempo é relativamente simples, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Ele prefere solos ricos em matéria orgânica, bem drenados e levemente ácidos. Além disso, exige um ambiente úmido e sombreado para se desenvolver plenamente.

Época de plantio: Primavera e verão são os períodos ideais para o plantio, pois oferecem temperatura e umidade adequadas para o crescimento da planta.

Rega: Deve ser feita regularmente, evitando o encharcamento, que pode favorecer o apodrecimento das raízes.

Adubação: Recomenda-se o uso de fertilizantes orgânicos ou substratos enriquecidos com húmus de minhoca para estimular a floração e fortalecer a planta.

Propriedades Medicinais e Aplicações no Cuidado Capilar

Além de sua função ornamental, o Zanga Tempo é utilizado na indústria cosmética, especialmente em produtos capilares. Seus extratos naturais possuem propriedades benéficas para o couro cabeludo e a fibra capilar.

Benefícios Terapêuticos

A planta apresenta as seguintes propriedades:

Adstringente: Controla a oleosidade excessiva do couro cabeludo, auxiliando no equilíbrio da produção de sebo.

Anti-oleosidade: Ideal para cabelos oleosos, ajuda a manter os fios limpos e livres de resíduos por mais tempo.

Anti-séptica: Previne infecções no couro cabeludo, eliminando microrganismos que podem causar coceira, descamação e irritação.

Estimulante capilar: Favorece a circulação sanguínea no couro cabeludo, estimulando o crescimento saudável dos fios.

Indicações de Uso

Os produtos derivados do Zanga Tempo são recomendados para:

Caspa e seborreia: Auxilia na eliminação da descamação e no controle da oleosidade excessiva.

Queda de cabelo: Estimula o crescimento capilar ao fortalecer os folículos pilosos.

Parasitas do couro cabeludo: Suas propriedades antimicrobianas ajudam a combater infestações de piolhos e outros agentes patogênicos.

Estudos apontam que ingredientes naturais com ação adstringente e antimicrobiana, como os extraídos do Zanga Tempo, podem ser eficazes na manutenção da saúde capilar, reduzindo inflamações e controlando a oleosidade excessiva (Temponi, 2006).

Modos de Uso

Os extratos do Zanga Tempo podem ser incorporados a diferentes formas de aplicação no cuidado capilar:

Tintura Capilar

Modo de preparo: A tintura é obtida a partir da maceração das folhas e caules da planta em álcool de cereais por algumas semanas.

Aplicação: Deve ser friccionada no couro cabeludo diariamente pela manhã para estimular o crescimento dos fios e combater a caspa.

Shampoos Naturais

• Muitos shampoos naturais incluem extratos do Zanga Tempo em sua composição para fortalecer os fios e reduzir a oleosidade.

Precauções e Contraindicações

Embora o Zanga Tempo possua benefícios terapêuticos, seu uso requer alguns cuidados:

Irritação cutânea: O caule, as folhas e as flores contêm uma seiva que pode causar irritação na pele e nas mucosas. O contato direto com os olhos deve ser evitado.

Toxicidade: Como outros membros da família Araceae, essa planta contém cristais de oxalato de cálcio, substância que pode causar reações adversas se ingerida. Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Recomenda-se realizar um teste de sensibilidade antes de aplicar qualquer extrato da planta no couro cabeludo, garantindo que não ocorram reações alérgicas.

Considerações Finais

O Zanga Tempo (Anthurium lanceolatum) é uma planta versátil, apreciada tanto por sua beleza ornamental quanto por suas propriedades medicinais. Seu uso na fitoterapia capilar tem se destacado, especialmente em shampoos naturais e loções para tratar problemas como caspa, seborreia e queda de cabelo.

No entanto, seu uso deve ser feito com cautela, respeitando as contraindicações e evitando o contato direto com mucosas sensíveis. Para aqueles que buscam alternativas naturais para o cuidado capilar, os produtos à base de Zanga Tempo podem ser uma excelente escolha, desde que aplicados corretamente e com o devido acompanhamento.

Referências

• TEMPONI, Lívia Godinho. Sistemática de Anthurium sect. Urospadix (Araceae). Universidade de São Paulo, 2006.

• MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. Guías, v. 4, p. 38, 1982.

• RODRIGUÉSIA. Volume 26, Edição 38 – Volume 27, Edição 39. Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, Ministério da Agricultura, 1971.