Plantas Que Curam

Unha-de-gato: benefícios e propriedades medicinais

A Uncaria tomentosa, popularmente conhecida como unha-de-gato, é uma planta trepadeira originária da floresta Amazônica, amplamente utilizada na medicina tradicional por suas propriedades terapêuticas. Segundo os curandeiros locais, a planta possui ação anti-inflamatória, imunomoduladora e antitumoral, sendo indicada para o tratamento de artrite, câncer, infecções crônicas e outras doenças.

Além disso, seu uso tem despertado o interesse da ciência moderna. Durante o 1º Congresso Internacional sobre a espécie, patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a planta foi considerada uma das maiores descobertas desde a quinina — composto extraído da árvore Cinchona, reconhecido desde o século XVII pelo tratamento da malária (WHO, 1994).

Descrição botânica e espécies semelhantes

A Uncaria tomentosa pertence à família Rubiaceae e apresenta uma vinha de madeira larga, com espinhos em forma de gancho ao longo do caule, os quais lembram garras de gato — característica que deu origem ao seu nome popular. A planta pode atingir mais de 30 metros de altura, sendo suas flores branco-amareladas.

Outra espécie próxima, a Uncaria guianensis, é frequentemente utilizada como substituta, embora apresente flores laranja-avermelhadas e espinhos mais curvados. É importante destacar que existem outras plantas denominadas “unha-de-gato” em diferentes regiões da América Latina, especialmente no México, mas muitas delas não pertencem ao gênero Uncaria e podem ser tóxicas.

Histórico de uso medicinal

O uso da unha-de-gato remonta a mais de 2.000 anos, conforme os registros da tribo Asháninka, localizada na região central do Peru. Essa comunidade indígena utiliza a planta como remédio natural para uma ampla gama de doenças, desde distúrbios digestivos até infecções e dores articulares. Outras tribos amazônicas, como os Aguaruna, Cashibo, Conibo e Shipibo, também incorporaram a planta em suas práticas terapêuticas.

Devido à sua eficácia, a planta ganhou o apelido de “erva milagrosa da floresta tropical” na América do Norte, consolidando-se como um símbolo da medicina natural peruana. Atualmente, o Peru é o principal exportador da planta, abastecendo tanto o mercado interno quanto o internacional.

Propriedades medicinais e princípios ativos

Diversos estudos científicos identificaram compostos bioativos responsáveis pelas propriedades terapêuticas da unha-de-gato. Entre eles, destacam-se os alcaloides oxindólicos pentacíclicos (POAs), que fortalecem o sistema imunológico, e os alcaloides oxindólicos tetracíclicos (TOAs), que possuem ação anti-inflamatória (Keplinger et al., 1999).

Principais princípios ativos:

Alcaloides: Isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C), especiofilina (uncarina D), entre outros.

Ácidos triterpênicos: Ácido alfa-trihidroxi-ursenoico e ácido acetiluncárico.

Flavonoides: Compostos antioxidantes que combatem os radicais livres.

Indicações terapêuticas

A unha-de-gato possui uma ampla gama de aplicações medicinais, podendo ser utilizada como coadjuvante no tratamento das seguintes condições:

Infecções crônicas: Fortalece o sistema imunológico, sendo indicada para fadiga crônica, fibromialgia, febre glandular e infecção por herpes. Estudos preliminares no Peru sugerem benefícios em casos de HIV (Mur et al., 2002).

Doenças inflamatórias: Sua ação anti-inflamatória alivia os sintomas da artrite reumatoide e osteoartrite, além de tratar úlceras gástricas.

Câncer: De acordo com o uso tradicional, a planta possui propriedades antitumorais, sendo empregada como tratamento adjuvante em diferentes tipos de câncer. No entanto, o uso deve ser realizado sob orientação profissional.

Modo de uso e posologia

A administração da unha-de-gato pode ocorrer por meio de cápsulas, tinturas ou decocções da raiz e entrecasca do cipó. As dosagens recomendadas variam conforme a forma de uso:

Cápsulas: 250 a 1.000 mg diários.

Tintura: 10 a 20 ml diluídos em água, divididos em duas ou três doses diárias.

Decocção: 6 a 10 gramas da raiz ou entrecasca seca (equivalente a uma colher de sobremesa para cada xícara de água), ingeridas de uma a três vezes ao dia. Para crianças, a dosagem deve ser ajustada conforme a idade, seguindo a proporção de 1/6 a 1/2 da dose adulta.

Contraindicações e precauções

Apesar dos benefícios terapêuticos, o uso da unha-de-gato é contraindicado para determinados grupos de pacientes:

• Indivíduos transplantados ou em uso de imunossupressores.

• Portadores de doenças autoimunes, como esclerose múltipla e lúpus.

• Pacientes com tuberculose ativa.

Além disso, o consumo deve ser evitado durante a gravidez e a amamentação, uma vez que os efeitos da planta nessas condições ainda não foram suficientemente estudados. Recomenda-se sempre buscar orientação de um profissional de saúde antes de iniciar o uso.

Conclusão

A Uncaria tomentosa, ou unha-de-gato, destaca-se como uma planta medicinal de grande relevância, tanto na medicina tradicional quanto na ciência moderna. Suas propriedades imunomoduladoras, anti-inflamatórias e antitumorais a tornam uma aliada no tratamento de diversas doenças. Entretanto, seu uso deve ser realizado com cautela e sob supervisão médica, especialmente em casos de doenças autoimunes ou durante tratamentos oncológicos.

O potencial terapêutico dessa planta amazônica continua sendo objeto de pesquisas científicas, abrindo novas possibilidades para o desenvolvimento de medicamentos naturais. Assim, a preservação do conhecimento indígena aliado aos avanços da ciência contribui para ampliar o uso seguro e eficaz dessa valiosa planta medicinal.

Referências Bibliográficas

• Keplinger, K., Laus, G., Wurm, M., Dierich, M. P., & Teppner, H. (1999). Uncaria tomentosa (Willd.) DC.—Ethnomedicinal use and new pharmacological, toxicological and botanical results. Journal of Ethnopharmacology, 64(1), 23–34.

• Mur, E., Hartig, F., Eibl, G., & Schirmer, M. (2002). Randomized double blind trial of an extract from Uncaria tomentosa for the treatment of rheumatoid arthritis. The Journal of Rheumatology, 29(4), 678–681.

• World Health Organization (WHO). (1994). WHO Monographs on Selected Medicinal Plants. Geneva: World Health Organization.

O Estudo Botânico de Klaus Keplinger

Os estudos foram iniciados no início dos anos 70 , quando Klaus Keplinger, um jornalista e etnologista independente de Innsbruck, Áustria, organizou o primeiro trabalho definitivo com a Unha de Gato.

O trabalho de Keplinger nos anos 70 e 80 levou os diversos extratos da unha de gato a serem vendidos na Áustria e Alemanha como fitoterápicos, 2-4 assim como o estimulou quatro patentes americanas, que descrevem procedimentos de extração para um grupo de princípios ativos chamados de alcaloides oxíndoles e a neuroestimulação destes alcaloides encontrados na Unha de Gato.5-8

Estes novos alcaloides despertaram interesse mundial nas características medicinais desta valiosa vinha da floresta.

Outros pesquisadores independentes da Espanha, França, Japão, Alemanha e Peru seguiram Keplinger, muitos dos quais confirmaram sua pesquisa sobre a imuestimulação de alcaloides da vinha e da raiz.

Muitos destes estudos publicados a partir dos anos 70 ao início dos anos 90 indicaram que 2 frações inteiras dos alcaloides oxíndoles, casca da vinha inteira e/ou extratos da casca e raiz, ou ainda seis alcaloides oxíndoles testados individualmente, aumentaram a função imune em 50% em pequenas quantidades, relativamente.9-16

Pesquisadores canadenses da Universidade de Otawa documentaram que um extrato integral da vinha demonstrou um forte efeito imunoestimulante em 1999. 17 Pesquisadores peruanos independentes demonstraram que um extrato integral da vinha aumentou a função imune em ratos a uma dosagem de 400 mg/kg em um estudo realizado em 1998.18

Novos extratos contidos na Unha de Gato têm sido produzidos desde 1999 até os dias atuais, e os estudos clínicos publicados (financiados pelos produtores destes extratos) têm demonstrado que estes produtos continuam provendo a mesma estimulação imunológica benéfica conforme documentada há quase 20 anos.19-22

O que então foi importante para maior esclarecimento sobre a Unha de Gato, como acontece com pesquisas direcionadas para o mercado.

Um produtor de um extrato da Unha de Gato patrocinou um estudo sobre estes alcaloides imuno-estimulantes.

A pesquisa destes alcaloides indicou que supostamente, dois tipos diferentes de Unha de Gato (tipos químicos) crescem na floresta tropical e/ou que a Unha de Gato produz “alcaloides bons” e “alcaloides ruins”. Isto sugeriu que os alcaloides oxíndoles “bons” são os pentacíclicos (POA) e os “ruins” são os tetracíclicos (TOA).

Sua pesquisa chamou a atenção para a correlação dos alcaloides “ruins” com os benefícios imunológicos dos alcaloides “bons”.

Presumidamente a presença tão pequena quanto 1% de TOA na formulação da Unha de Gato poderia diminuir o efeito imunoestimulante em até 30%.

Esta pesquisa não foi confirmada por pesquisadores independentes (que são aqueles que não vendem a unha de gato ou que são pagos por companhias que vendem a unha de gato).

Isto poderia explicar todas as pesquisas independentes definitivas realizadas em décadas no Japão, Peru, Alemanha, Espanha e Estados Unidos (incluindo as quatro patentes destes mesmos pesquisadores).

Grande parte da pesquisa independente anterior foi realizada com extratos oxíndoles integrais e a raiz integral ou extratos da vinha. Esta pesquisa documentou a presença de ambos os tipos de alcaloides nas suas análises e extratos todos os quais apresentaram ações imuno-estimulantes.

A utilização destes deve ser descontinuada de uma semana a dez dias antes de qualquer procedimento cirúrgico importante. Dois alcaloides da unha de gato têm sido documentados com características hipotensivas. Pessoas com baixa pressão arterial ou em uso de medicação antihipertensiva devem verificar com seu médico antes de iniciar a utilização desta planta e se permitido, utilizar com cautela.

O melhor a fazer é a monitoração da pressão arterial com ajustes de medicação necessários individualmente dependendo da quantidade de unha de gato administrada. A Unha de Gato requer ácido estomacal suficiente para ajudar o bloqueio de taninos e alcaloides durante a digestão e auxiliar a absorção.

Evite tomar cápsulas ou comprimidos da casca concomitantemente ao uso de antiácidos. Evite tomar extratos líquidos com alta concentração de taninos (coloração escura) diretamente pela boca e dilua primeiro em água ou suco ácido.

Altas dosagens de unha de gato (3-4 gramas de uma só vez) tem sido reportado como a causa de algumas dores abdominais ou problemas gastrintestinais, incluindo diarreia (devido à quantidade de taninos presentes na casca da vinha). Se a diarreia for leve, o uso pode ser continuado.

Uso pediátrico: Não há contraindicação, embora seja pouco provável seu uso.

Uso na gestação e na amamentação: Não deve ser utilizada durante a gestação nem a lactação.

O uso pelas populações indígenas

Os Ashaninka utilizam a Unha de Gato para tratar asma e inflamações do trato urinário; para recuperação do parto; assim como purificador dos rins; para cura de ferimentos profundos; para artrite, reumatismo e dor óssea; para controlar inflamação e úlceras gástricas; e para câncer.

Tribos indígenas em Piura utilizam a Unha de Gato para tratar tumores, inflamações, reumatismo e úlceras gástricas.

Tribos indígenas na Colômbia utilizam a vinha para tratar gonorreia e disenteria.

Outras tribos indígenas peruanas utilizam a Unha de Gato para tratar diabetes, câncer do trato urinário feminino, hemorragias, irregularidades na menstruação, cirrose, febres, abscessos, gastrite, reumatismo, inflamações; para lavagem interna e tumores; e para “normalizar o corpo”.

A Unha de Gato também tem sido utilizada como contraceptivo por diversas tribos do Peru (mas somente em doses excessivas), conforme registrado. O Dr. Fernando Cabieses, uma conhecida autoridade em plantas medicinais peruanas, explica em seu livro que os Ashaninka fervem de 5 a 6 kg da raiz em água até a redução para um pouco menos que um copo.

A quantidade de um copo desta decocção é então tomada diariamente durante o período de menstruação por três meses consecutivos, o que supostamente causa esterilidade por três a quatro anos. Com tantos usos documentados de plantas desta importante floresta, não é surpresa que tenha chamado a atenção de pesquisadores e cientistas do ocidente.Precauções:

Em pacientes com história de úlcera péptica ou cálculos biliares devem usar esta planta com muita cautela pois ela estimula as secreções ácidas do estomago; Os níveis séricos de estradiol e progesterona podem baixar após mais de 2 meses de uso da planta (Rodriguez e cols, 1998).

Efeitos colaterais: Pode causar hipotensão e falência renal aguda.

Toxicologia: A Unha de Gato tem sido documentada clinicamente com efeitos imunoestimulantes e contraindicada antes ou após transplante de qualquer órgão ou de medula óssea, ou ainda de enxerto de pele.

A Unha de Gato tem sido documentada com características antifertilizinas e, portanto, é contraindicada em mulheres que pretendem engravidar (este efeito porém, ainda não tem comprovação suficiente para ser utilizada como um contraceptivo e não pode ser administrado para tal).

Unha de Gato também tem sido documentada com princípios ativos possivelmente redutores da agregação plaquetária e “afinador” do sangue.

Em primeiro lugar, verifique com seu médico se você está utilizando coumadin (varfarina)ou outro anticoagulante.

Farmacologia: Os alcaloides – triterpenos, glicosídeos e procianinas têm notadamente efeito antiviral, anti-inflamatório, U antioxidante, antineoplásico, contraceptivo e imunoestimulante; Os esteróides encontrados mostraram atividade anti inflamatória (Senatore e cois., 1989) assim como as procianinas – embora o componente exato não tenha sido determinado (Wirth & Wagner, 1997); alcaloides derivados da Unha-de-gato induzem à produção de fatores de proliferação Iinfocitária em células endoteliais humanas (Wurm e cols., 1998).

Eles mostraram aumento da fagocitose tanto em testes in vitro quanto em in vivo (Wagner e cols., 1985).

Os extratos também mostraram efeito protetor celular contra o stress oxidativo (Sandoval, e cols., 1997a) em vários testes, e in vitro (Desmarchelier e cals., 1997); O extrato tomado com água, preveniu lesões à mucosa do jejuno de cobaias induzidas peia indometacina.

Os níveis de metalotionina no fígado de cobaias que receberam extrato de Unha-de-gato com indometacina foram significativamente mais baixos que os que receberam apenas a indometacina (Sandoval-Ghacon a cols., 1998);

Em testes com cobaias foi demonstrado efeito benéfico em enteropatia não-esteroidal (Sandoval e cols, 1997) e (Aquino e cols, 1991); O estrato aquoso inibiu a proliferação de células tumorais por apoptoseo em 2 linhagens células leucêmicas humanas diferentes (Sheng e cols., 1998).

Também mostraram atividade citostática, mas as dosagens não foram estabelecidas (Rizzi e cols., 1993); A atividade antitumorais do extrato aquoso foi demonstrada in vitro em linhagens de células leucêmicas humanas e em linhagens de B-linfomas transformadas pelo EBV – vírus Epstein-Barr (Sheng e cols, 1998).

O extrato aquoso parece interagir também com os receptores de estrogênio (Salazar & Jayme, 1998); A eficácia antioxidante do extrato foi demonstrada em um ensaio usando quimiluminescência induzida por terta-butilhidroperóxido em homogenatos de ligado de rato. Também houve prevenção de danos ao DNA mediados por radicais livres (Desmanchadeira e cols., 1997); Os extratos não demonstraram efeitos mutagênicos mas ao contrário, mostraram efeito protetor antimutagênico in vitro contra foto mutagênese induzida em Salmonella typhimurium (Rizzi e cols., 19993); A atividade antiviral da planta foi demonstrada: os glicosídeos ~ ácidos quinóvicos, têm eficácia contra o vírus de estomatite vesicular VSV mas não contra o rinovírus tipo 1 B – HRV 1 B em culturas de células HeLa (Aquino e cols, 1989).

Em testes in vitro eles mostraram-se eficazes contra ambos os vírus (Aquino e cols., 1989); A hirsutina tem efeito anti-hipertensivo por sua capacidade de reduzir os níveis de cálcio intracelular e atividade bloqueadora dos canais de cálcio em aorta de ratos (Horie e cols., 1992); Há evidências limitadas da prevenção a gravidez pela Unha-de-gato.

Ela tem sido utilizada com esta finalidade por anos pelas tribos peruanas, mas as doses da planta teriam que ser muito altas.

Um decoto de mais de 4Kg de raiz é reduzido a 1 única dose que tomada à época da menstruação garantiria a esterilidade por 3 a 4 anos! (Cabieses, 1994).

Foi demonstrada em laboratório atividade contraceptiva com o extrato, mas não foram estabelecidas as doses (Rizzi e cols., 1993); Em um estudo com cobaias, a rincofilina aumentou os níveis de serotonina no hipotálamo e córtex cerebrais e diminuiu os níveis de dopamina no córtex, amígdala e medula espinhal (Shi e cols., 1993); A hidrocorianantelna isolada de ramos e espinhos da Unha-de-gato mostrou que este alcaloide é um antagonista parcial dos receptores de serotonina (Kanatani e cols., 1985); A hirsutina tem efeito bloqueador ganglionar potente.

Também bloqueia a liberação de dopamina induzida por nicotina em células de feocromocitoma de cobaias. Ela equivale em potencia ao hexametonio (Nakazawa ecols., 1991); O extrato estimula a produção de interleucina-1 e 6, pelos macrófagos alveolares. Sabe-se que a IL-1 e IL-6 são as responsáveis pelo início em cascata dos mecanismos de defesa imunológica. (Lemaire e cols., 1999).

Alguns alcaloides oxindólicos isolados na Unha-de-gato – isopteropodina, pteropodina, isomitrafilina, isorinco-filina – aumentam marcadamente a fagocitose in vitro (Wagner e cols., 1985); Os alcaloides pentacíclicos oxindólicos induzem à liberação do fator regulador da proliferação linfocitária em células endoteliais humanas.

E os alcaloides tetracíclicos reduzem a atividade dos pentacíclicos de maneira dose dependente (Keplinger e cols., 1999; Wum e cols., 1985); Os extratos da casca do cipó também estimulam a produção de IL-1 e IL -6 – in vitro em macrófagos alveolares de cobaias de maneira dose dependente e potencializam a produção de IL-1 e IL-6 em macrófagos estimulados por lipopolissacarídeos (Lemairel e cols., 1999).

Estudos clínicos: Um teste antimutagênico in vivo mostrou redução do potencial mutagênico ao final do tratamento.

Dois pacientes tomaram decoto de Unha-de-gato todos os dias por 15 U dias (como é prescrito normalmente por curandeiros peruanos).

Um dos pacientes era não fumante e o outro havia fumado 1 maço por dia por 15 anos.

Ambos os voluntários tinham 65 anos e estavam em boas condições de saúde.

Uma bactéria foi adicionada a amostras de urina para testar a mutagenicidade.

Este teste determina quando há evidência de atividade mutagênica genética que possa levar a certos tipos de câncer.

A urina do não fumante não apresentou atividade mutagênica antes, durante ou depois do tratamento com a planta.

Em comparação, a urina do fumante tinha atividade mutagênica antes e esta diminuiu no final do tratamento (e) persistindo baixa 8 dias após o final do tratamento (Rizzi, 1993); Em outro estudo controlado 13 indivíduos HIV positivos que se recusaram a receber outras terapias inseriram 20 mg diários de extrato de raiz de Unha-de-gato (contendo 12mg de alcaloides oxindólicos pentacíclicos totais por grama) por 2,2 a 5 meses.

O número total de leucócitos do grupo não se alterou em comparação aos valores pré-trata, menta, embora a contagem de linfócitos relativos e absolutos tenha aumentado significativamente; As taxas de células T 4/T”B não apresentaram mudanças significativas (Keplinger e cols., 1999).

Interação medicamentosa:

A Unha-de-gato potencializa o efeito hipotensivo de medicamentos usados em pacientes hipertensos. Não deve ser utilizada simultaneamente com anti-hipertensivos; A Unha-de-gato inibe a ação da enzima cytocrome P4S0 3A4 in vitro.

As drogas metabolizadas por esta enzima como alprazolam, atorvastatina, diazepam, sildenafil e warfarina terão seus níveis aumentados.

Os níveis séricos e efeitos da droga deverão ser monitorados (Budzinski e cols, 2000); A Unha-de-gato contrapõe-se à ação dos imunossupressores usados nos portadores de doenças autoimunes ou na prevenção à rejeição de órgãos transplantados (Reinhard,1999).

Quando usado concomitantemente a inibidores seletivos da serotonina reuptake, pode levar à síndrome serotonínica; A droga deve ser tomada com alimento, o que aumenta sua absorção. Não há relatos de alterações em testes laboratoriais.